www.edifique.arq.brConstrução, Meio Ambiente e Saúde - conhecendo para melhorar.

 

livros mais vendidos

sugestão de presentes 
 

Livro: Mobiliário na Habitação Popular

Mobiliário
na Habitação Popular

Sinopse

O livro traz exemplos de experiências brasileiras na produção de móveis populares, além de informações históricas e farta documentação iconográfica incluindo fotos, plantas, desenhos e tabelas. A obra focaliza os seguintes tópicos - A habitação popular urbana; O interior da habitação popular; Mobiliário - Sua produção e inserção na habitação popular; Linhas de projeto de mobiliário para a habitação popular.

 

 

 

 


 

 

 


  
  
powered by FreeFind 


O mobiliário miniatural

No passado recente, anteriormente ao advento do "apartamento decorado", utilizado pelos empreendedores imobiliários para estimular a visita de potenciais compradores, o material promocional era essencialmente gráfico.
Tal material apresentava a planta do imóvel, tratada artisticamente, com a indicação da mobília, como ainda hoje se observa, embora com menor impacto frente às modernas estratégias de divulgação, como o já citado apelo "apartamento decorado".
Pesou sobre aquela forma de representação, a suspeita de que os móveis eram desenhados em tamanho menor, para sugerir a amplidão dos ambientes e sua capacidade de acomodar confortavelmente um vasto mobiliário.
Com o refinamento das leis de proteção ao consumidor, tal artifício poderia, com toda a certeza, ser caracterizado hoje como propaganda enganosa.
A visita à obra mobiliada, porém, permitindo a constatação "in loco" das possibilidades da mesma, transformou-se em novo elemento, importante, para a avaliação pelos potenciais adquirentes.
Ou pelo menos é o que se poderia supor.
Recentemente demonstrou-se que a área dos imóveis, em especial a dos apartamentos vem diminuindo ao longo das últimas décadas.
Assim, grosso modo, um apartamento de 3 dormitórios que possuía há 20 anos área útil de 100,00 m2, é projetado atualmente com 75,00 m2.
Tal fenômeno resultou no fato, também amplamente divulgado, de que o mobiliário usual já não pode ser acomodado nos imóveis financiados por diversas entidades.
Diante disso, a indústria moveleira, atenta à questão, tratou de reduzir as dimensões de seus produtos, para torná-los passíveis de acomodação nos novos ambientes.
Ironicamente, então, se no passado a mobília era desenhada em tamanho menor no material promocional, hoje ela "é" realmente fabricada em tamanho menor !
Obviamente, como se vê, a miniaturização do mobiliário é conseqüência da redução da área dos ambientes.
Pergunta-se então: existem limites para as áreas de tais ambientes?
Certamente que sim, e vários Códigos de Obras contém as diretrizes a serem observadas. São, porém, diretrizes básicas.
O assunto, pela importância, merece uma ampla reflexão por parte dos intervenientes, para que se possa saber ao menos, se as alterações observadas nas dimensões dos ambientes e da mobília são compulsórias ou refletem a expectativa do usuário.
Atualmente, o fator econômico ou o custo de produção parecem ditar as características das construções.
Podem estar permanecendo ignorados os aspectos psicológicos relacionados ao ambiente edificado, as questões relacionadas à salubridade de tal ambiente, além das questões urbanísticas, e tantas outras. 
Importante, assim, dotar os interessados, dos conhecimentos que lhes permitam identificar o ambiente edificado saudável, adequado às suas necessidades, bem como o correspondente tipo de mobiliário. Não menos importante é o conhecimento dos cuidados a serem observados quando do recebimento do imóvel, pelos proprietários.
 

-------------------------------------------------------------------------------------------


www.edifique.arq.br  
um site com conteúdo - direitos reservados.
edifique@edifique.arq.br