Ninguém em sã consciência, pode
negar que no Brasil, independentemente do ocorrido no passado recente por
crise de oferta, utilizamos
- os que podem pagar - a energia elétrica, de forma perdulária.
A prova disso
está em nossas próprias residências, onde lâmpadas permanecem acesas sem
necessidade, aparelhos domésticos trabalham abaixo de sua capacidade, ou com
regulagem imprópria, circuitos são sobrecarregados, e tantas outras ocorrências.
É oportuno lembrar que a questão do desperdício agrava-se na medida em que,
como já se disse, a vida moderna exige um maior número de equipamentos elétricos
no lar.
Se, num passado recente, o consumo de energia elétrica numa residência,
resumia-se basicamente àquele utilizado pela TV, chuveiro elétrico, iluminação,
aparelho de som, ferro de passar e geladeira, hoje, além desses, temos:
a máquina de lavar roupa, a máquina de lavar pratos, o freezer, a secadora de
roupas, o forno de microondas, o aquecedor elétrico, o microcomputador, o
aparelho de ar condicionado, o exaustor, a torneira elétrica, o secador de
cabelo, o barbeador e depilador elétricos, o aspirador de pó, a torradeira e a
cafeteira elétricas, a banheira de hidromassagem, o DVD, os
carregadores de bateria dos celulares, etc.
Obviamente, o desperdício não é intencional, apenas as pessoas não dispõem
das informações que lhes permitiriam adquirir uma visão crítica do assunto.
Com exceção dos profissionais da área, poucas pessoas se dão conta da
complexidade de todo o processo que envolve a geração, transmissão,
fornecimento e consumo de energia elétrica.
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